Ah, esse maldito! Em 22 anos de existência já me pregaste tantas partidas que não sei se confio mais em ti... Sim, com 22 anos já amei. Não creio que o amor seja exclusivo das pessoas mais velhas e vividas, simplesmente porque idade não significa maturidade e porque o amor se pode manifestar das mais variadas formas. O amor que sinto pelos meus pais é diferente do amor que sinto pelo meu irmão, e será certamente diferente do amor que vou sentir pelo meu marido ou pelos meus filhos. Existem diferentes formas de amar, em suma!
Nestes 22 anos de existência já amei duas pessoas, dois rapazes (ou homens, nunca sei...). E agora começo a chegar à conclusão que foram dois amores diferentes, desde logo porque são duas pessoas completamente diferentes!
O problema surge quando começamos a perceber que se calhar o primeiro amor não desapareceu... Estou a lidar com sentimentos que desconhecia até agora e não sei como agir. Expulsei uma pessoa da minha vida há uns anos atrás por diversos factores (agora parecem coisas sem importância mas na altura foram determinantes) e agora percebo que não o devia ter feito...
Isto está, acima de tudo, a ser uma lição de vida. Estou a aprender a viver um dia de cada vez sem sofrer por antecipação e adoptando a velha máxima "o que tiver que ser, será!", mas não é fácil.
A pergunta que vos coloco (se é que alguém me lê...) é: acreditam no destino? Acreditam que um homem que amou muito e já esqueceu pode voltar a amar? Acreditam no amor para sempre?